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23 de Agosto de 2018

Combate ao tráfico de drogas: Uma tarefa conjunta entre sociedade e Polícia Civil

Por: Delegada Melicia Ganzaroli

Esse é o pedido de um pai do interior do Tocantins, que não se quer se identificar por medo de represálias, em face do problema vivenciado pelo filho (a), devido à repressão e ao combate do tráfico de drogas pela Polícia Civil.

 

"Boa tarde, eu como pai, quero aqui fazer um apelo para estas pessoas que dizem ser humano. Que fica ceifando vidas e mais vidas. Varias famílias estão sendo destruídas, por causa desta maldita Droga, que você se diz ser humano, vendem para nossos filhos, ganhando dinehio facil, sem ao menos preocupar com o amanhã, porquê poderá ser uma da sua FAMIÍLIA. Quero aqui parabenizar a polícia civil da nossa cidade pelo trabalho que vem sendo feito para coibir este tráfico em nossa cidade, que antes era uma calmaria, e que volte a reinar a paz em nossa cidade". 

 

Como Delegada de Polícia e cidadã, percebo que o tráfico de drogas deve ser reprimido e combatido de forma exemplar. A nossa sociedade encontra-se assolada pela incidência de crimes para sustentar o uso e o tráfico de drogas, famílias estão sendo destruídas e o Estado ainda não possui meios adequados de submeter os dependentes químicos a tratamento e a dar amparo às famílias que se encontram desoladas e carentes de assistência psicológica e social, que não sabem como lidar com o viciado e como buscar uma ajuda sequer.

 

Calha ressaltar de forma manifesta, o risco à ordem pública decorrente da demonstração clara do comércio ilícito de drogas, seja de qualquer espécie e natureza. É sabido, que usuários e seus familiares são ameaçados e extorquidos por traficantes. Viciados se vêem obrigados às vezes a cometerem crimes para sustentarem o vício, para não colocarem a sua vida e de familiares em risco, pelas represálias sofridas por traficantes. 

 

Dessa forma, familiares e viciados, tementes às ameaças de traficantes, na maioria esmagadora das vezes, não testemunham e como depõem perante a Polícia, perante o Juiz, negam os fatos, quiçá por terem sido ameaçados ou por medo de serem.

 

Nesse cenário, é indispensável ressaltar que diante das circunstâncias em que o delito de tráfico é praticado e como é perpetrado, ocasiona particular gravidade.

 

Sabido é que o tráfico de drogas tem causado sério comprometimento à saúde pública, ao patrimônio alheio (provoca a prática de crimes patrimoniais), e enseja à necessidade da custódia preventiva para a garantia da ordem pública.

 

O crime de tráfico revela uma gravidade peculiar e mais grave dentro de nosso ordenamento jurídico, uma vez que fomenta a prática de diversos crimes, ferindo o equilíbrio social e desestabilizando totalmente a sociedade, e ainda, coloca a saúde pública em risco.Vale salientar que, em relação à Natividade, Santa Rosa do Tocantins e Chapada da Natividade, é de se considerar o número expressivo de usuários de entorpecentes.  

 

Dessa forma, é notório que o tráfico de drogas fomenta a prática de outros crimes e gera a intranquilidade social. Nesse caminhar, é de ampla repercussão que o crime de tráfico de substâncias entorpecentes, que vem assolando a ordem pública, atingindo de forma avassaladora a saúde pública das nossas cidades, do nosso Estado, e repercute além das fronteiras nacionais, portanto, a questão de interesse coletivo de política criminal que representa a repressão ao tráfico implica em relegar ao segundo plano a liberdade dos traficantes.

 

Ademais, os municípios e estados federados não tem condições orçamentárias e estruturais de proporcionar o devido tratamento para os dependentes químicos e nem suporte para oferecer as famílias que tem usuários e que se encontra com vulnerabilidade social, psicológica, psiquiátrica, terapêutica, emocional, financeira, etc. Desta feita, o tráfico de drogas arruína as famílias e o próprio Estado em si, vez que as drogas não são apenas um caso de saúde pública, mas criminal, social, financeira, etc.

 

Assim, percebo que o tráfico de drogas pode ser reprimido e combatido de forma mais eficaz se houver maior colaboração da sociedade com denúncias e informações, mesmo que anônimas, quanto aos pontos de tráfico, os locais de entrega de substâncias entorpecentes e a quem pertencem os “aviõezinhos”.

 

A Polícia Civil de todo Estado do Tocantins é capacitada e está apta a receber denuncias e informações anônimas quanto ao tráfico de drogas em seus municípios. A Delegacia de Natividade, Chapada da Natividade, Conceição do Tocantins e Santa Rosa do Tocantins recebe denúncias pelo telefone (63) 99240-6443 (Whatsapp), colocando-se a inteira disposição das comunidades.

 

Melicia Resende Rocha Ganzaroli de Avila, é Delegada de Polícia Titular de Natividade e responsável pelas Delegacias de Chapada da Natividade, Santa Rosa do Tocantins e Conceição do Tocantins.  

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