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20 de Abril de 2020

Experiências de um Delegado: Dra. Ceila Mendonça

Delegados aposentados compartilham suas histórias enquanto ativos

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Delegada Ceila Maria Melo Mendonça. Acervo Pessoal

 

Caros colegas,
 
Me foi solicitado que eu passasse algumas de minhas melhores experiências vividas ao longo da minha carreira de Delegada de Polícia Civil. Meu nome é Ceila Maria Melo Mendonça e tomei posse no cargo em 05/07/1994, tendo sido lotada na Delegacia da Mulher de Porto Nacional. Cheia de sonhos, tive naquela regional dias de muita alegria e usufruí do companheirismo dos colegas no enfrentamento dos desafios de um Estado no seu nascedouro. Ali trabalhei por 10 meses, vindo então para Palmas como Delegada Adjunta da Delegacia de Defesa da Mulher em Palmas.
 
Em seguida passei por várias Delegacias, Corregedoria, para então voltar à Delegacia de Defesa da Mulher de Palmas, dessa vez na condição de titular. Foram dias difíceis, mas ao mesmo tempo, foram dias de superação de obstáculos. Devido à falta de pessoal, compúnhamos uma equipe formada por uma Delegada, dois Agente de Polícia e uma escrivã de Polícia e uma viatura para atendermos Palmas e Região (Taquaralto, Taquaruçu, Buritirana e etc).
 
Naquela época não contávamos com internet nas Delegacias, aliás tínhamos apenas um computador. Apesar das dificuldades inerentes a um Estado em formação, tínhamos muita animação.  Devido à grande área a ser atendida, nos propusemos a “criar” a Delegacia de Defesa da Mulher Itinerante. Usávamos as escolas locais como apoio e com a ajuda dos Diretores que enviavam comunicados aos pais dos alunos de que naquela data haveria atendimento abrangeria a orientação das mulheres quanto aos seus direitos, que atos se constituíam crimes e quais as providências que deveriam ser tomadas. Reuníamos nas Associações de Bairros com as mulheres daquela comunidade esclarecendo a elas quais eram seus direitos e deveres também. Percorríamos as Regiões Norte-Sul da Capital e ainda Taquaralto, Taquaruçu e Buritirana. Tais ações se estendiam aos Assentamentos de famílias, criados após a construção do lago de Palmas. 
 
À época não existia oficialmente a Rede de Atendimento às mulheres vítimas de violência sexual e foi então que entramos em contato com as Assistentes Sociais e Psicólogas do Hospital Dona Regina. Fizemos um acordo verbal entre nós: se a vítima fosse primeiro à Delegacia, eu as encaminharia ao Hospital para o atendimento médico e psicológico. E no caso de elas irem primeiro ao Hospital, elas as levariam até a Delegacia para os procedimentos legais. Dessa forma a vítima era atendida de maneira integral. E assim driblávamos dificuldades.
 
Foram anos de muita realização pessoal (não havia gratificação pela titularidade). Concorríamos também aos plantões na Central de Flagrantes, bem como a plantões na Praia da Graciosa. Tive a honra de ocupar cargos como Corregedora, Coordenadora, Ouvidora, Diretora da Academia de Polícia, porém nada se compara às minhas passagens pela Delegacia de Defesa da Mulher, onde pude ser útil não só como profissional, mas como ser humano.
 
Obrigada pela oportunidade de compartilhar com vocês um pouco da experiência que vivi durante o tempo em eu estive na ativa, nessa Instituição que eu amo tanto que é a nossa Polícia Civil do Estado do Tocantins.
 
Essa é uma campanha do Sindepol/TO

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