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21 de Maio de 2020

Experiências de um Delegado: Dr. Alberto Cavalcante

Delegados aposentados compartilham suas histórias enquanto ativos

Foto: Sindepol/TO
Foto: Sindepol/TO

 

Quando começa? Ser um policial começa bem antes do ingresso na Polícia. O sonho de portar armas, lutar pelo bem-estar das pessoas, prender bandidos... Desde criança já nutrimos estes devaneios, e, quando nos aparece a oportunidade, a agarramos e fazemos o nosso melhor.

 
Vou narrar nossa experiência evitando citar nomes e datas concretas para não cometer injustiças com tantas pessoas que me ajudaram em minha carreira.
 
Dividido o Estado de Goiás, nasceu o Tocantins, em janeiro de 1989, e, com ele, a gloriosa Polícia Civil. A estrutura administrativa foi fácil, mas o corpo de policiais que permaneceu foi somente de 01 Delegado de Polícia, alguns agentes e poucos escrivães.
 
Com a vinda de alguns policiais de Goiás, de Outros Estados e alguns Federais, foram preenchidos, em comissão, os cargos de diretoria, mas faltava os operadores da ponta da linha. Há! Agora é a hora! Pessoas eram nomeadas em um cargo comissionado, lotadas na Segurança Pública e recebiam uma portaria que dizia qual era o cargo dele na Polícia Civil, se Delegado, agente, escrivão, perito e os demais.
 
Em janeiro de 1990, teve o primeiro treinamento para agentes e escrivães, e, no mês de março, começou o Curso de Formação de Delegados para aqueles bacharéis que haviam ingressado em comissão. Neste contexto que ingressei no curso, e, ao concluí-lo, fui nomeado Delegado de Polícia em 15 de maio de 1990, e lotado na cidade de Formoso do Araguaia.
 
Nosso primeiro concurso foi em 1991, que privilegiava quem detinha o Título de Pioneiro do Tocantins com 30 pontos, e esta inconstitucionalidade, além de outros questionamentos legais, o fizeram ser anulado pelo Supremo Tribunal Federal, sepultando-o de vez.
 
Em 1993, foi publicada a Lei 581, que instituiu os cargos, a carreira e estrutura da Polícia Civil, que lastreou o concurso de 1994, o qual sedimentou a estrutura das carreiras da Polícia Civil.
 
Fomos aprovados em ambos, e, a partir de então, tornamo-nos Delegados de Polícia de Carreira, e ajudamos na formação, como professor, nos ingressos de Policiais nos concursos de 1998, 2000 para Delegados, 2003, 2005, 2008 e 2016.
 
Passamos por delegacias do interior: Formoso do Araguaia, Fátima, Porto Nacional e viemos para Palmas. Na chegada, dirigimos a Polícia Científica, fomos diretores de todas as diretorias da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública, e tivemos a honra e o privilégio de criarmos e implantarmos a Inteligência e a Polícia Comunitária no Estado do Tocantins.
 
Fomos titulares de Distrito Policial, Delegacias Especializadas (municipal e estadual), inúmeros inquéritos com designação especial e comissões de elaboração de legislação e de conselhos estaduais e interestaduais.
 
Estas explicações de desenvolvimento cultural e profissional de cargos e funções, são para informar a todos os leitores que, a maior satisfação que tivemos foi a de pedir exoneração da Diretoria da Academia de Polícia, para retornamos, no nosso último ano de atividade, à Delegacia de Polícia.
 
Participamos da criação das suas entidades classistas que representam os Delegados de Polícia, o Sindicato dos Delegados de Polícia – SINDEPOL, e a Associação dos Delegados de Polícia – ADEPTO, sendo membro fundador e participando de suas diretorias.
 
Tivemos grandes obstáculos em nossa jornada pela classe, com a falta de reconhecimento, salários irrisórios, e sem estrutura física e administrativa. Tivemos até oficiais da Polícia Militar concursados para assumirem as Delegacias de Polícia, mas vencemos, e hoje, temos alguns destes oficiais, que passaram no concurso de Delegados de Polícia, aposentados e outros na ativa, orgulhando nossa Polícia Civil.
 
Tive a satisfação de poder ser DELEGADO DE POLÍCIA na sua essência, ajudando pessoas vítimas de lesões em seus bens tutelados, levando à justiça, e com justiça, os transgressores da lei.
 
Ao deixar a Academia, fui ser titular da Delegacia da Criança e do Adolescente de Palmas, responder pela Delegacia de Aparecida do Rio Negro e concorrer aos plantões em Porto Nacional. Muito trabalho, mas muita satisfação junto.
 
Este último ano foi, para mim, a melhor coisa para completar a compreensão da importância que um Delegado de Polícia tem para a sociedade e para as pessoas, na lida diária com os problemas alheios, vivenciando-os no calor dos acontecimentos, confortando as pessoas e lhes dando esperança e perspectivas de que vale a pena viver.
 
Aposentar depois de 28 anos na gloriosa, deixando rastros de boas práticas e bons exemplos era nossa inspiração. Não sabemos se conseguimos, mas, com as bênçãos de Deus, me orgulho de ter sido DELEGADO DE POLÍCIA DO ESTADO DO TOCANTINS.
 
Talvez este seja o prefácio de um livro que pretendemos escrever, para resgatar a história de nossa Polícia Civil, e incentivar, aos que receberam uma polícia estruturada, melhora-la a cada dia, fornecendo o que há de melhor de serviço à nossa sociedade.
 
Essa é uma campanha do Sindepol/TO

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